sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Rio Tâmega, à beira de uma catástrofe ecológica.



O rio Tâmega (Támega em espanhol) é um rio internacional, que nasce em Verín, Ourense (Galiza, Espanha) e desagua em Entre-os-Rios no Rio Douro.

Ao longo do seu percurso, atravessa o centro de cidades como Chaves e Amarante.

Índice [esconder]
1 Percurso
2 Afluentes
3 Margens
4 Imagens
5 Ver também


[editar] Percurso
Nasce em Verín, Espanha e atravessa a fronteira luso-espanhola nas proximidades da cidade de Chaves. Desce depois à região de Basto, atravessando o concelho de Ribeira de Pena, ladeando Mondim de Basto, Celorico de Basto e Amarante. Ainda antes da sua foz em Entre-os-Rios, ladeia o Marco de Canavezes.




[editar] Afluentes
Rio Odres, em Marco de Canavezes
Rio Ovelha, em Marco de Canavezes
- Ribeiro de Perosinho, em Penafiel

[editar] Margens
A linha do Tâmega é uma marca das suas margens, sendo que esta está caducada e completamente destruída entre Amarante e Arco de Baúlhe sendo que o restante troço está em menor estado de degradação, pois foi encerrado por razões de segurança em Março de 2009, segundo o governo português. Tendo também como afluente o Ribeiro de Perosinho, nasce na Serra de Luzim - Penafiel e desagua em Rio de Moinhos - Penafiel no lugar da Conca. Passa por Perozelo, Cabeça Santa e seguindo para Rio de Moinhos. Antigamente servia para os moinhos de água moerem o milho, como a própria terra se chama Rio de Moinhos, Rio que é o Rio Tâmega, mas com a construção da Barragem do Torrão todos os moinhos existentes no Rio Tâmega ficaram submersos, e os do Ribeiro mantarém a tradição.
Rio Tâmega:
Quercus denuncia o impacto ambiental de mais barragens.
Está volvido um ano desde que no dia 25 de Outubro de 2008 um grupo de cidadãos dos concelhos do Baixo Tâmega, reunido em assembleia na cidade de Amarante, aprovou o Manifesto Anti-barragem «Salvar o Tâmega e a Vida no Olo».

Desde então, enquanto plataforma de intervenção cívica, o «Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega» (MCDT) tem proporcionado tomar posição pública em causas que se prendem com o interesse geral não cobertas por nenhuma outra voz ou organização cívica, ao mesmo tempo que vem procurando consciencializar as populações, as instituições políticas e os decisores para as mais directas problemáticas reflectidas no rio Tâmega, ainda que o seu potencial de intervenção e de mobilização para os assuntos que enfrentamos – barragens e poluição – esteja condicionado pela natureza informal do grupo e pelas disponibilidades que a cada elemento do seu núcleo fundador se oferecem.

Na partilha de objectivos que são comuns de Basto a Amarante, o «Movimento» é, na sua essência, a própria vontade colectiva de um povo sensível aos apelos da Terra e ao valor da Água para a vida, querendo o Tâmega como sempre foi, rio no seu leito, pleno de vida, antes que tenhamos de nos confrontar com a rudeza e a crueldade do absurdo contido no acto proxeneta e mercenário do concessionamento da água às eléctricas e com os efeitos da autorização do disparate monumental de barrar o fluxo do seu caudal com a construção de gigantescas paredes de betão sobre o seu leito natural.

O Tâmega espera ter-nos do seu lado, enquanto consciências e parceiros da totalidade sistémica que nele acontece, aguardando propulsão e acção que o resgate da saga que lhe destrói seu úbere e nos dilacera a alma. É connosco que ele conta e esse é o desafio colectivo presente mais elevado para a região em que as circunstâncias da vida e os tempos de atribulação que passam nos colocaram.

Por isso, perante esta causa colectiva de superior interesse, cada um por si, na sociedade, é intermediário de um mal-estar latente repercutido do estado das águas que continuam a exigir a atenção e a acção de quem de direito e que se tornou incontornável domínio do movimento da vida que há em cada um de nós.

É do conhecimento público o estado deplorável que o rio Tâmega exibe, não por sua própria falência mas como consequência das medidas avulsas, mercenárias, desintegradas, insustentáveis e do incumprimento da Lei, que se repercutem no seu dorso fluido na forma que vemos.

A recente tomada de posição da Quercus (15/09) sobre o profundo estado de agonia em que se encontram as águas do rio Tâmega, solicitando “a pronta intervenção e investigação do Ministério Público”, para apuramento das responsabilidades institucionais pelo que designou de “a vergonha do ambiente em Portugal”, merece continuidade das forças vivas presentes no território, mormente daqueles que estão mais conscientes do estado degradado em que o rio foi colocado, contrariando a atitude displicente, sobre recursos finitos indispensáveis e o nosso meio em causa, que se denota da parte das entidades e dos que se esperariam mais responsáveis


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

exposição de j.Haydn


Celebrando… J. Haydn (1732-1809)
EXPOSIÇÃO 1 de Outubro – 15 de Novembro Galeria Piso Principal Entrada livre

Iniciativa integrada no Programa Música na Biblioteca, com a colaboração do Teatro Nacional de São Carlos e o apoio da Antena 2.

Nascido no seio de uma humilde familia austríaca, na vila de Rohrau, Joseph Haydn cedo revelou o seu talento musical e, com apenas seis anos de idade, seguiu para Viena onde recebeu instrução e estudou cravo e violino. Dois anos mais tarde integrou o coro de meninos da Catedral de Santo Estêvão, que teve de abandonar quando mudou de voz, aos 17 anos. Para sobreviver, deu aulas de cravo e tocou órgão e violino em igrejas e capelas privadas. Durante esse período conheceu o poeta e libretista da corte imperial, Pietro Metastasio e também o napolitano Niccolò Porpora, compositor de ópera e professor de canto, de quem apreendeu o conhecimento e recursos para a composição vocal no estilo italiano. Em 1759 foi nomeado director musical da câmara do conde Karl von Morzin, da Boémia, e em 1761 é contratado pelo príncipe Paul Anton Esterházy como mestre de capela assistente, tornando-se titular do cargo em 1766, com a morte de seu antecessor, tendo então como patrono o príncipe Nicolaus, um grande amante de música. Na condição de músico da importante família Esterházy, desenvolveu a maior parte da sua carreira, entre Eisenstadt e Viena, compondo música para as festas e recepções da corte.
A vida de Haydn tomaria um novo rumo no ano de 1790: à morte do príncipe Nicolaus, sucedeu Paul Anton II que, não tendo grande interesse por música, permitiu a Haydn aceitar a oferta do empresário alemão Johann Peter Salomon para ir a Inglaterra e reger suas novas sinfonias com uma grande orquestra. As duas viagens, em 91 e 94, foram um sucesso e renderam algumas das mais famosas obras de Haydn, conhecidas como as “Sinfonias Salomon” ou “Sinfonias de Londres”.
Haydn regressa a Viena em 1795 como um homem rico com uma reputação internacional sem precedentes. Volta à corte da família Esterházy e dedica-se neste período essencialmente à composição de obras sacras para coro e orquestra, entre as quais seis missas dedicadas à mulher do seu novo patrono, o príncipe Nicolaus II. Em 1803 deixa de dirigir e de compor devido a problemas de saúde.
Durante os quase 30 anos que trabalhou na corte da família Esterházy desenvolveu e consolidou muitos dos géneros e recursos que identificam o estilo clássico. Considerado como o “Pai” da sinfonia, a sua produção compreende centenas de obras e abarca praticamente todos os géneros musicais, destacando-se mais de 100 sinfonias e 83 quartetos de cordas. Na mostra agora patente podem ser apreciadas primeiras edições e cópias manuscritas da época de obras de Haydn, assim como publicações sobre o compositor, provenientes dos diversos fundos e colecções da Biblioteca Nacional de Portugal. Especial relevo é, ainda, conferido à produção da ópera L'isola desabitata pelo Teatro Nacional de São Carlos em 1997, de que se apresentam trajes utilizados pelos cantores e uma maquete, à escala, do palco deste teatro, onde pode ser visionada uma gravação do espectáculo.